Sam Worthington: de avatar a herói “olímpico”

postado por Andreia Santana @ 11:07 PM
26/02/2010
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Sam Worthington, estrelado após viver Jake Sully em Avatar

O australiano (ele nasceu na Inglaterra mais foi criado na Austrália) Sam Worthington, 33, é a bola da vez em Hollywood e comprova que o “toque de Midas” do diretor James Cameron não se aplica apenas a cifras astronômicas arrecadadas em mega-produções. Assim como aconteceu com Leonardo Di Caprio, após viver Jack, o clandestino passageiro do navio de luxo e par romântico de Kate Winslet em Titanic; a vida de Sam já não é mais a mesma após encarnar (em versão humana e navi) Jake Sully, o herói de Avatar.

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Leonardo "aconteceu" após o sucesso de Titanic

A diferença é que, antes de Titanic, Leonardo já havia mostrado potencial em filmes como Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (1993), ao lado de Johnny Depp; Total Eclipse (1995), onde vive o poeta Rimbaud na juventude; e  Romeu & Julieta, de 1996 (todos três, filmes queridinhos nos anos 90, mas nenhum com a popularidade de “febre mundial” que Titanic alcançou naquela década). Depois de Jack, o ex de Gisele Bünchen de fato “aconteceu”.

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Após papel em Exterminador do Futuro 4...

Já Sam Worthington, antes do fuzileiro paraplégico e salvador dos navi em Avatar, só tinha de notável no currículo (notável no quesito blockbuster, pois é desse “gênero” que estamos tratando, embora ele já tivesse feito mais de 10 filmes) o Exterminador do Futuro IV.  Agora, passada a celeuma avatariana, Worthington já tem três filmes em pós-produção: Tell Me, The Debt,  e o remake de Fúria de Titãs, onde viverá ninguém menos que o mitológico Perseu, o herói “olímpico” da história.

...Sam encara Perseu

...Sam encarna Perseu

Mais do que em Avatar, onde havia toda uma intencionalidade em manter o humano na sombra do navi, afinal era a consciência de Jake que habitava outro corpo, que por sua vez, era quem vivia a ação; o desafio de Fúria de Titãs é bem maior. Primeiro porque trata-se de um remake de um filme considerado clássico dos anos 80, e depois porque Perseu é um dos ícones da mitologia, um semi-deus trágico e complexo, com todas as camadas e nuances dos heróis gregos da antiguidade. Perseu é um personagem clássico, que tem vida há milênios na literatura e nos mitos passados geração após geração.  Resta esperar a estreia do filme para ver o quanto à vontade o ator ficará na pele do matador da Medusa e do Krajen, sem que desta vez exista um “avatar” para dividir os holofotes com ele.

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2 Respostas para “Sam Worthington: de avatar a herói “olímpico””

  1. Patrícia  Says:

    O personagem Perseu possui sua carga dramática, entretanto, estamos falando de um Blockbuster, onde o elemento dramático é ofuscado pelos efeitos especiais. Certamente, que isso será o ponto de atração do público, principalmente a juventude atual carente de elementos culturais como a mitologia grega. Acredito que a nova versão tem tudo para ser um sucesso, espero que a adaptação não sofra muitas alterações a ponto de descaracterizar a estória e perder o encanto como aconteceu com “A fantástica fábrica de Chocolate.” Sam Worthington é uma estrela em ascensão e não será um filme como esse que poderá estabelecer um parâmetro do seu talento, entretanto, é certo que haverá muitos outros filmes em seu futuro para que possa provar.

  2. Andreia Santana  Says:

    Justamente Patrícia, estamos falando de um blockbuster, mas Perseu é um herói milenar e os não-adolescentes que conhecem tanto um pouco de mitologia quanto o filme original, com certeza cobrarão bem mais o desempenho do ator e ele terá a chance de mostrar sua verve dramática de maneira mais abrangente que em Avatar, por exemplo. Mesmo sendo um blockbuster, não deixa de ser um épico e se lembrarmos da história do cinema, Beh-Ur, Os Dez Mandamentos e todos aqueles épicos grandiosos dos anos 50 e 60 eram os “blockbusters” do período. A diferença é que, num tempo sem tanta tecnologia como agora, dava-se mais ênfase a história e a dramaticidade da trama. Lamento o cinema ter perdido isso, a tecnologia poderia e deveria conviver com belas histórias. Quanto a Fantástica Fábrica…, discordo de você. O livro de Roald Dahl é bem mais fielmente adaptado por Tim Burton do que pela versão que fez parte da minha infância, aquela com o Gene Wilder (maravilhoso e carismático) vivendo um senhor Wonka meio deprimido e bem menos histriônico do que o personagem literário é de fato. O Willy Wonka de Roald Dahl, criador da personagem, se parece bem mais com aquele do Johnny Depp. Tim Burton conseguiu chegar mais perto da linguagem divertida e meio nonsense do autor da obra, até porque, Dahl costumava escrever da mesma forma que as crianças costumam pensar nas suas brincadeiras de fantasia: sem muito melodrama, uma coisa divertidamente “sem pé nem cabeça” e com cenários gritantemente coloridos.

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