Estreia de O Hobbit 2 no Brasil é antecipada

postado por Andreia Santana @ 10:32 AM
24/06/2013

Inicialmente programado para estrear no Brasil em 20 de dezembro, O Hobbit – A desolação de Smaug, segundo episódio da nova trilogia de Peter Jackson baseada em livro de J.R.R. Tolkien, agora entrará em cartaz no país no dia 13 de dezembro, mesma data de estreia do restante da América Latina e uma semana após os Estados Unidos. A informação foi confirmada no site oficial do longa. Além disso, um novo trailer foi divulgado, dando um vislumbre da aparência do dragão Smaug, assista:


The Walking Dead começa mais violenta e veloz

postado por Andreia Santana @ 3:23 PM
17/10/2012

Maggie aparece na estreia da terceira temporada  de The Walking Dead como uma habilidosa matadora de zumbis e lembra a Alice de Resident Evil

A terceira temporada de The Walking Dead estreou nesta terça, 16, no Brasil, no canal fechado Fox, e o que se viu neste primeiro episódio foi um investimento mais pesado da produção nas cenas de ação, em detrimento daquelas de maior apelo dramático mostradas nas duas temporadas anteriores, quando de certa forma, os personagens da trama ainda estavam sendo apresentados e seus medos e motivações expostos ao público.

Embora essa terceira temporada prometa todo um núcleo de novos personagens, com a aparição da guerreira Michonne e do Governador, além do retorno de outros personagens que fizeram só uma breve aparição na primeira temporada, como Morgan e Duane Jones, a estreia concentrou cenas no núcleo de sobreviventes liderados pelo ex-policial Rick Grimes e a chegada do grupo à prisão. 

Glenn e Beth, irmã caçula de Maggie. Celas da prisão viram abrigo para os sobreviventes

Até mesmo pela necessidade de se conquistar um território seguro, o primeiro episódio focou numa guerra entre os humanos liderados por Rick e os zumbis que povoavam o local. O que se viu foi uma caçada desesperada e impiedosa, uma verdadeira luta pela sobrevivência, com o grupo de Rick eliminando um a um os mortos-vivos que infestavam pátios e corredores do edifício, em cenas velozes, com exploração de táticas de guerrilha, sem muita pausa para reflexão de cada ato. Nem deu tempo do espectador respirar. Matar zumbis e abrir caminho rumo à segurança, mesmo que precária, tornou-se quase um ato mecânico, que envolve todos os membros do grupo, até mesmo o filho de Rick, ainda uma criança, ao menos no sentido cronológico.

A penitenciária desativada aparece como um refúgio contra as hordas de mortos-vivos que vagueiam pelas cidadezinhas assoladas pela praga que dizimou a humanidade. No prólogo do episódio, tem-se a ideia da desesperança que tomou conta dos sobreviventes, literalmente pulando de casa em casa, em busca de um lugar menos perigoso, já que seguro, lugar nenhum é mais, onde Lori, a esposa grávida de Rick, possa ter o seu bebê. Encontrar comida e abrigo é prioridade e pode significar a diferença entre a vida e uma morte sem descanso, simbolizada pela zumbificação.

As casas destruídas e com seus habitantes convertidos em zumbis, arrastando-se descerebrados de cômodo em cômodo, aparecem como símbolo de um mundo que se desintegra e um golpe de misericórdia na utopia dos personagens de reconstruir suas vidas como elas eram antes do apocalipse.

A chegada à prisão mostra que a terceira temporada da série irá revelar personagens mais embrutecidos e até violentos, numa alusão aos instintos primitivos de sobrevivência do ser humano. A fortaleza, ex-símbolo de poder, visto que a função de uma penitenciária é essencialmente manter sob controle, do lado de dentro, os elementos indesejáveis da sociedade, agora servirá de blindagem para que os remanescentes dessa mesma sociedade se apartem dos mortos famintos.

A mudança psicológica que uma vida no limite extremo terá sobre os personagens é levemente insinuada nesse episódio de estreia. Rick, por exemplo, fala pouquíssimo, concentrado em montar as estratégias que garantirão que o grupo encontre abrigo, alimentos e remédios. De certa forma, a fragilidade emocional de todos do grupo concentra-se em Lori, que está a poucas semanas de dar à luz e teme morrer no parto e voltar como zumbi para devorar o próprio filho; ou mesmo parir um natimorto-vivo que poderia matá-la na hora de nascer.

A culpa corrói Lori por conta dos acontecimentos vistos nas duas temporadas anteriores e que culminaram na morte de Shane, amigo de infância e ex-parceiro de Rick na polícia. Mas o fator agregador do grupo é justamente a solidariedade em torno dessa mãe desamparada. A causa que todos abraçaram é a de que seu bebê nasça longe de qualquer perigo. Não deixa de ser simbólica essa união de um grupo de sobreviventes de uma catástrofe  que matou milhares de pessoas em torno de um nascimento.

Com tantas coisas acontecendo no núcleo principal, sobrou pouco tempo para o espectador entender a relação de amizade e dependência (física e emocional) estabelecida entre Andrea, ex-integrante desgarrada do grupo de Rick, que aparece doente e frágil nessa estreia, e Michonne, que lhe salvou a vida no último episódio da segunda temporada. A própria guerreira, que nos quadrinhos é praticamente um mito, apareceu muito pouco nesse capítulo inicial. Mas espera-se que ela cresça na trama a partir de agora.

Vale destacar que a estreia da série manteve a capacidade de prender a atenção do espectador e de estimular a audiência para os capítulos posteriores, pois perdura o clima de suspense. A verdade é que The Walking Dead usa e abusa, com maestria, da mistura de ação, drama, terror físico e psicológico como trunfos para cativar o espectador. A produção terá muito fôlego pela frente se não abrir mão dessa característica que a diferencia de outros programas do gênero.

Uma das fotos de divulgação da primeira temporada de The Walking Dead

Na TV aberta – Atualmente sendo exibida no Brasil pelo canal fechado Fox, The Walking Dead tem previsão de chegar à TV aberta, em versão dublada, a partir do ano que vem. Pelo que se comenta na internet, nos sites especializados em séries, a Band teria comprado os direitos das duas primeiras temporadas e planeja iniciar a exibição entre janeiro e março de 2013.

Quanto à sobrevida para uma quarta e quinta temporadas mundiais, parece que The Walking Dead tem tanta energia quanto os seus zumbis para continuar “caminhando”. A estreia da terceira temporada nos Estados Unidos bateu recorde absoluto de audiência, com 10,9 milhões de telespectadores, um ganho de 50% em comparação à segunda temporada, de acordo com o canal AMC. A audiência da estreia no Brasil ainda não foi divulgada.

Para situar os neófitos - Para quem não tem a menor ideia do que seja The Walking Dead, trata-se de uma série de tv inspirada em um HQ homônimo. Conta a história de um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi que devastou a humanidade. Para além das cenas escatológicas de mortos-vivos famintos por carne humana, a série é muito bem feita, com suspense e terror psicológicos bem trabalhados e conflitos dramáticos que prendem a atenção do espectador.

A ação, nas duas temporadas iniciais ficou centrada no policial Rick Grimes, um homem que, pouco antes da devastação zumbi, havia levado um tiro em uma ação contra bandidos e ficado em coma. Rick acordou do coma para o pesadelo de destruição completa do mundo como ele conhecia. A partir daí, inicia uma busca por sua família (mulher e filho), que acredita ter sobrevivido à zumbificação da humanidade, assim como ele. No caminho, encontra outros sobreviventes e acaba tornando-se o líder do grupo. Ao re-encontrar a mulher e o filho, que ele descobriu terem sobrevivido graças a Shane, seu amigo e ex-parceiro de polícia, Rick, que era dado como morto pela esposa, acaba integrando um triângulo amoroso bem tenso e que terá consequências ao longo da série.


Com o sugestivo título de Vou Rifar Meu Coração, o documentário de Ana Rieper sobre o universo da música romântica popular brasileira estreia nesta sexta-feira, dia 3, em Salvador (veja no Cineinsite as salas de exibição) e em mais seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Maceió. A ideia do filme é traçar um apaixonado perfil do brasileiro, suas emoções, amores e sexualidade a partir de canções românticas que são verdadeiras crônicas de costumes. No set list, músicas de  Waldik Soriano, Amado Batista, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned e claro, de Wando, entre outros artistas do gênero. Preparem o lenço!

Em Vou Rifar Meu Coração, os temas das canções populares servem de pano de fundo para histórias da vida amorosa de pessoas comuns, que enfrentaram o desafio de falar sobre a sua intimidade, ilusões e desilusões afetivas, conquistas e traições. Além dos anônimos entrevistados, o documentário também traz depoimentos de cantores como Lindomar Castilho, Rodrigo Mell e Walter dos Afogados.

O filme já foi exibido em diversos festivais como o de Brasília 2011, Mostra São Paulo 2011, Cinelatino, XV Festival de Tiradentes, Hollywood Brazilian Film Festival, em Los Angeles, Brazilian Film Festival of Vancouver – Canadá e In-Edit São Paulo. Também conquistou alguns prêmios como Melhor Direção e Melhor Montagem no FestiCine Goiânia, em dezembro passado, e Melhor Direção de Arte em um Documentário e Prêmio especial da Associação de Críticos (Fipresci Uruguai) no V AtlanticDoc.

Veja o trailer do filme:

Ficha Técnica:

Vou Rifar Meu Coração

Brasil | 2011 | 78 min | digital | cor

Direção: Ana Rieper

Produção executiva: Suzana Amado

Roteiro: Ana Rieper

Direção de Fotografia: Manuel Águas

Montagem: Pedro Asbeg

Som: Pedro Moreira

Trilha sonora: (edição de som e mixagem) Aurelio Dias

Música original: Amado Batista, Odair José, Nelson Ned, Wando, Lindomar Castilho, Asas Morenas, Rodrigo Mell e Walter de Afogados.

Produtora: Amado Arte&Produção

Distribuição: Vitrine Filmes


Novo filme de Edgar Navarro estreia em abril

postado por Andreia Santana @ 6:40 PM
19/03/2012

O Homem que não Dormia, segundo e mais recente longa do premiado cineasta baiano Edgard Navarro (Super Outro e Eu Me Lembro), entra em cartaz em 27 abril próximo, no circuito comercial, após passagens de sucesso pelo Festival de Brasília, 35ª Mostra Internacional de São Paulo e Festival de Tiradentes.

O filme traz no elenco Bertrand Duarte, Ramon Vane (vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília), Evelin Buchegger, Fabio Vidal, Mariana Freire, Luiz Paulino dos Santos e o próprio Edgard Navarro, que assina também o roteiro. A fotografia é de Hamilton Oliveira.

O Homem que não Dormia é ambientado em um lugarejo remoto, onde seus habitantes são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá revelar diversos conflitos internos dos moradores, deflagrando uma ruptura radical em suas vidas…


A Bela e a Fera em versão adulta…ou quase

postado por Andreia Santana @ 5:51 PM
18/12/2011

A previsão de estreia de Beastly (A Fera), longa roteirizado e dirigido por Daniel Barnz (A menina no país das maravilhas, 2008), no Brasil é 23 de dezembro, aproveitando o fim de semana natalino para comover os corações mais empedernidos com essa clássica história de amor que faz a releitura do conto de fadas A Bela e a Fera, do francês Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont. Difícil vai ser quebrar o encanto da animação da Disney (1991), que além de ser lindinha de doer, tem o adendo de ter sido a primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme. O diretor dessa versão modernosa não tem também um vasto currículo no cinema, mas ao menos está pisando em terreno conhecido: seu filme anterior é igualmente inspirado em um clássico, nesse caso, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol. Chamariz de bilheteria para A Fera é a bonitinha Vanessa Hudges, a Gabriela Montez da franquia High School Music. Resta saber se a mocinha vai dar conta de desbancar a princesinha da Disney.

Para quem quer se aventurar em ver essa mistura de A Bela e a Fera com uma pegada Twilight, a sinopse é a seguinte: Um rapaz arrogante e com fama de perverso heartbreaker (arrasa corações) termina com a namorada e deixa a moça destruída emocionalmente. Ela então, estuda bruxaria e lança sobre o belo, mas frio rapaz, uma maldição que o transforma, adivinhem em quê? Isso! Numa fera grotesca. O mote é o mesmo do conto de fadas (não se mexe em time que está ganhando há tantos séculos) e o malvado anti-herói terá de se redimir, descobrir o significado do verdadeiro amor e conquistar uma mocinha que o aceite apesar da aparência repulsiva. Só assim a maldição será quebrada. Um ponto negativo logo de saída é que a tal “deformação grotesca”  lançada pela bruxa, na verdade transforma o visual do rapaz de um mauricinho loirinho e filhinho de papai, em um punk todo tatuado, cheio de cicatrizes e careca! Que maldade, sem contar no preconceito intrínseco aos tatuados e outsiders em geral, pegou mal isso aí. Mas, se a proposta for discutir esse nossos tempos de culto exagerado à aparência, pode haver salvação. E então, quem vai encarar?

Assistam ao trailer para dar motivação: