Livro que inspirou o filme Os infratores é lançado no Brasil

postado por Andreia Santana @ 2:42 PM
04/10/2012

A saga dos irmãos Bondurant, contrabandistas de bebida em plena Lei Seca nos anos 1920 nos Estados Unidos, chega simultaneamente às livrarias e aos cinemas brasileiros agora em Outubro. O romance Os infratores, baseado na história real do avô e de dois tios-avôs do autor Matt Bondurant, deu origem ao filme homônimo, com Shia Labeouf, Tom Hardy e Gary Oldman no elenco.

O livro já está à venda, lançamento do Grupo Editorial Record, desde o começo do mês; enquanto o filme, que disputa indicação à categoria de Melhor Filme do Oscar 2013, entra em cartaz no próximo dia 12. O roteiro e a trilha sonora são de Nick Cave e a direção é assinada por John Hillcoat, de A estrada, filme inspirado em romance apocalíptico de Cormac McCarthy.

Inclusive, se indicar Os infratores,  Hollywood pode reparar a injustiça feita à Hillcoat, quando em 2010 A Estrada foi ignorado, supostamente porque a Academia não queria premiar outro filme inspirado em romance de McCarthy, autor também de Onde os fracos não tem vez, levado às telas pelos irmãos Coen. Quem sabe Hillcoat tem mais sorte com outro romancista? Além claro, do fato de que os americanos adoram repassar essa parte da sua história: gângsters e lei seca já renderam filmes magníficos, prova disso é que O Grande Gatsby, também inspirado em uma obra literária, ganhou até remake.

A história de Os infratores – O ano é 1920 e a cidade de Franklin, no estado da Virginia, é o centro da produção ilegal de álcool, de contrabando e assassinato. Em meio aos moradores que tentam ganhar uns trocados com a fabricação de bebida, os irmãos Bondurant se destacam e acabam atraindo a atenção de Sherwood Anderson, um jornalista e escritor que prepara uma matéria sobre a região. Anderson dirige por estradas de terra vermelha à procura dos irmãos Bondurant, tentando reunir pistas e quebrar o silêncio que envolve o condado…

Ficha Técnica:

Os infratores

Autor: Matt Bondurant

322 páginas

Editora Record

Preço: R$ 44,90


Conan, O Bárbaro nem estreou mas já tem sequência na fila

postado por Andreia Santana @ 5:21 PM
05/09/2011

Jason Momoa, ator, "fortão bola da vez" e roteirista

O remake de Conan, O Bárbaro ainda nem estreou no Brasil, mas o ator que viverá o papel título – que foi de Arnold Schwarzenegger na versão original -, Jason Momoa, já escreveu o roteiro da sequência e encaminhou ao estúdio para avaliação.  Na esteira do filme, a editora Évora aproveita e publica o romance A Hora do Dragão, de Robert Ervin Howard. A obra traz um encarte com fotos do filme e dos bastidores das gravações.

O criador de Conan, oficialmente,  é Robert E. Howard (1906 – 1936), famoso por seus contos e histórias da literatura fantástica e apontado como um dos “pais” do gênero espada-feitiçaria. Muitos outros autores, porém, escreveram histórias sobre Conan, principalmente roteiro para os quadrinhos. O romance A Hora do Dragão faz parte de um pacote homônimo ao remake. Essa coleção Conan, O Bárbaro traz a obra original de Howard, com textos inéditos no Brasil, organizados e traduzidos por Alexandre Callari. O prefácio é de Roy Thomas, que foi diretor da Marvel.

Ao todo, são quatro contos inéditos e o romance, único escrito por Howard, em 1935, antes de morrer prematuramente aos 30 anos. A partir da obra, o personagem Conan ganhou repercussão, virou história em quadrinhos, game e teve duas adaptações para o cinema: Conan, O Bárbaro (1982) e Conan, O Destruidor (1984), ambos estrelados por Schwarzenegger. A nova adaptação, de 2011, estrelada por Momoa, é dirigida por Marcus Nipel.

*Com informações da editora Évora


Obra reúne 100 anos de filmes com temática LGBT

postado por Andreia Santana @ 3:40 PM
16/06/2011

Uma obra que pretende ser referência para estudiosos de cinema e interessados em estudos culturais no geral, chega ao mercado editorial brasileiro como sendo a única no país que reúne resenhas dos filmes de temática LGBT produzidos nos últimos 100 anos. O livro, Cine arco-íris – 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Edições GLS), do jornalista Stevan Lekitsch, traz mais de 270 resenhas de películas produzidas em diversos países, que giram em torno de personagens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

Festil Diabólico, de Alfred Hitchcock. Homossexualidade dos personagens aparece de forma latente e subentendida

Ao todo, o autor levou dez anos pesquisando o tema e o resultado é, além de resenhas críticas, ficha técnica e curiosidades de bastidores dos filmes. A seleção inclui desde clássicos como Morte em Veneza até filmes polêmicos como Transamérica. O livro começa com uma análise histórica do surgimento do cinema, em 1895, e chega até o fim da década de 1940 – época em que não havia tanta liberdade para abordar a temática LGBT. Ainda assim, encontram-se boas surpresas, como o sinistro Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock, em que a homossexualidade dos protagonistas fica apenas subentendida. Outro destaque é o drama histórico A rainha Cristina, estrelado por Greta Garbo, que faz o papel de uma monarca bissexual.

Nos anos 1950, com a relativa abertura vivenciada depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os filmes começam a abordar a homo, a bi e a transexualidade de maneira mais ousada. É o caso, por exemplo, de Glen ou Glenda, do polêmico diretor Edward D. Wood Jr., que fala sobre travestismo e mudança de sexo – isso em 1953. Outro sucesso da época é A malvada, com Bette Davis no papel de uma atriz de Hollywood que mantém um relacionamento platônico com a secretária.

A partir da década de 1960, aumentam as produções de cunho LGBT, inclusive no Brasil, apesar da censura promovida pela ditadura militar instaurada em 1964. Um dos destaques mundiais é Satyricon, dirigido por Federico Fellini, que retrata as vicissitudes do reinado do imperador romano Nero. Na Itália, Pier Paolo Pasolini provoca escândalo com Teorema. Enquanto em terras brasileiras, Noite vazia, de Walter Hugo Khouri, está entre os destaques.

Mas é a partir dos anos 1970 que o cinema LGBT dá uma guinada. A liberação sexual faz com que a produção aumente progressivamente, chegando a mais de 5 mil filmes por ano. No Brasil, as pornochanchadas atingem o auge, alcançando grande sucesso de público. Entre as obras da época estão Calígula, de Tinto Brass, Um dia de cão, de Sidney Lumet – protagonizado por Al Pacino, excelente no papel de um homem que assalta um banco para pagar a operação de mudança de sexo do companheiro -, e As lágrimas amargas de Petra von Kant, dirigido por Fassbinder. No Brasil, O cortiço, de Francisco Ramalho Jr., e A casa assassinada, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, rendem boas bilheterias.

Já na década de 1980, as produções LGBT aumentan no exterior e no Brasil, indo de O beijo no asfalto, baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues, até O beijo da mulher-aranha, de Hector Babenco. Ao redor do mundo, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais são retratados em películas de diversos gêneros. É o caso de Fome de viver, estrelado por Catherine Deneuve e David Bowie, que encarnam um casal de vampiros em busca de novas vítimas na cidade de Nova York. Na Espanha, Pedro Almodóvar destaca-se com a Lei do desejo, protagonizado por um ainda desconhecido Antonio Banderas. Outro destaque é Vítor ou Vitória, estrelado pela até então muito bem comportada Julie Andrews.

O Segredo de Brokeback Mountain. Obra ícone dos anos 2000 rendeu Oscar de melhor direção para Ang Lee

Nos anos 1990, o destaque da obra vai para Almas gêmeas, de Peter Jackson, protagonizado por Kate Winslet, excelente no papel de uma adolescente apaixonada – e correspondida – pela melhor amiga. Outro destaque é Filadélfia, que ousou ao mostrar um protagonista homossexual que enfrentava a Aids e rendeu a Tom Hanks o Oscar de melhor ator. É também a vez das comédias americanas, como Gaiola das loucas, protagonizado por Robin Williams, e Para Wong Foo, obrigada por tudo! Julie Newmar, com o galã Patrick Swayze no papel de um transformista.

De 2000 em diante, os filmes gays saem definitivamente da sombra e passam a concorrer de igual para igual com outras produções. Surgem películas engajadas, como Antes do anoitecer, que traz Javier Barden no papel do escritor cubano Reynaldo Arenas, e Milk – A voz da igualdade, que rendeu a Sean Penn o Oscar de melhor ator por sua atuação como o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos Estados Unidos. O maior destaque da décadam no entanto, talvez seja O segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, estrelado por Heath Ledger e Jake Gyllenhaal.

O autor - Stevan Lekitsch, 38, é paulistano e bacharel em Comunicação Social com especialização em Cinema pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Já trabalhou em diversas mídias – tanto virtuais como impressas – voltadas para o público LGBT, como o portal Mix Brasil, a G Online, a OK Magazine e a G Magazine. Autor de dezenas de matérias sobre cinema, em 2005 adaptou para o teatro o livro O terceiro travesseiro (Edições GLS), de Nelson Luiz de Carvalho.

Ficha técnica:

Cine arco-íris – 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras

Autor: Stevan Lekitsch

Editora: Ediçes GLS

Preço: R$ 65,90

272 páginas


*Com informações da Edições GLS


Cativeiro de Ingrid Betancourt nas Farc virará filme

postado por Andreia Santana @ 7:29 PM
13/11/2010

A produtora de cinema The Kennedy/Marshall comprou os direitos de Não há silêncio que não termine, livro lançado agora em outubro no Brasil, pela Companhia das Letras, em que a ex-senadora e ex-candidata ao governo colombiano, Ingrid Betancourt, narra os quase sete anos em que foi prisioneira das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o braço armado do comunismo colombiano, que é acusado de ligações com o narcotráfico e o crime organizado. Raptada em fevereiro de 2002 durante uma viagem de campanha, ela só foi libertada em julho de 2008.

Segundo a imprensa colombiana, o roteiro baseado no livro de Ingrid já está sendo adaptado e os primeiros contatos para definição de elenco também já começaram, embora ainda não haja nomes confirmados e nem prazo para o início das filmagens. O diretor também não foi divulgado.

Outro filme sobre a ex-refém que está na fila das pré-produções deverá ser dirigido por Beth Kaplan, mas dessa vez a ideia é mostrar a luta do marido de Ingrid, Juan Carlos, para libertá-la.

Para saber mais sobre a obra que deve virar um novo blockbuster hollywodiano, leia  a resenha literária que escrevi para o Caderno 2+ de A  TARDE e para o meu blog pessoal, o Mar de Histórias:

>>Resenha: Não há silêncio que não termine

E aqui no blog do Caderno 2+, há links para um trecho da obra (o primeiro capítulo divulgado pela Companhia das Letras) e o vídeo da entrevista de Ingrid Betancourt para Jô Soares, concedida em 2/11/2010, no lançamento da obra no Brasil.

>>Ingrid Betancourt expõe seu drama em livro


Cinema para ler: relatórios confidenciais de Avatar

postado por Andreia Santana @ 2:50 PM
16/06/2010

A sensação que eu tenho é que a moda Avatar só durou o período das estreias de verão. Mas, caso tenha sobrado algum resquício de amor verdadeiro, passada a febre, eis uma dica para os fãs da mega produção de James Cameron. Desta vez, ao contrário da análise sobre a nova biografia de Chaplin, me limito aos dados técnicos do lançamento de Avatar – Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora. Não li ainda o livro, do próprio Cameron, daí, não posso emitir juízo sobre a qualidade da obra.

Avatar – Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora é uma publicação de ficção, cuja versão em português sai pela editora Lua de Papel, que detalha as características do futuro descrito por James Cameron no filme. O foco é Pandora, a distante lua colonizada pelos humanos, no ano de 2150, e da qual a Terra depende, mas onde vive também o povo Na’vi.

A exuberância da natureza de Pandora lembra a América pré-colombiana

O livro apresenta uma diagramação que utiliza notas, fotos, desenhos e gráficos para descrever a fauna, flora, relevo e paisagem idealizados pelos cineasta para Pandora. Também a cultura e a fisiologia dos Na’vi são esmiuçadas, assim como seus costumes, alimentação e como funciona a conexão estabelecida entre eles e outras criaturas vivas. Há até um dicionário Na’vi-Português.

Escrito como se fosse um guia para auxiliar a resistência a salvar Pandora – e por extensão, a Terra -, o livro “revela” segredos da RDA (Resources Development Administration), a supercorporação que detém o monopólio dos recursos e produtos derivados de Pandora. Lista, também, as principais armas utilizadas pela RDA e divulga alguns documentos confidenciais da empresa.

Ficha Técnica

Avatar – Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora

Autor: James Cameron

Tradução: Marcelo Barbão

206 páginas

Editora: Lua de Papel

Preço: R$ 39,90