Confira os melhores (e piores) filmes de 2013

postado por Bruno Porciuncula @ 2:15 PM
18/12/2013
O Som Ao Redor, Capitão Phillips, Tabu e A Caça estão entre os melhores de 2013

O Som Ao Redor, Capitão Phillips, Tabu e A Caça estão entre os melhores de 2013

Fim de ano é época de avaliar o que de melhor aconteceu em 2013. Como aqui é um blog de cinema, nada mais coerente do que uma lista dos melhores e piores filmes do ano que chega ao fim.

Para isso, além da minha humilde opinião, teremos também a de de outros críticos de cinema de Salvador. Cada um escolheu os melhores e piores filmes internacional e nacional. Vamos às opiniões:

BRUNO PORCIUNCULA (Cineinsite/ A TARDE)

Melhores

Nacional: O Som ao Redor
Belo filme que nos surpreende mostrando simplesmente o cotidiano de uma rua – obviamente com uma história “maior” que só é revelada no final. A direção de Kleber Mendonça Filho é primorosa. Mal posso esperar para ver o próximo trabalho dele.

Internacional: Capitão Phillips
A história de um navio sequestrado por piratadas somalis, que poderia se transformar em um filme aborrecido, ganha dramaticidade graças a direção competente de Paul Greengrass e ao roteiro  de Billy Ray. Os atores, especialmente os que interpretam os piratas, são responsáveis por dar a veracidade à história. Tom Hanks, excelente como sempre, finalmente volta a participar de um ótimo filme, coisa que não acontecia desde Prenda-me Se For Capaz, de 2002.

Piores

Nacional: Somos tão Jovens (as comédias brasileiras foram hours concours nessa categoria)
Longa aborda um período da vida de Renato Russo quando ele começa a se interessar por rock e entrar em uma banda. Infelizmente, o roteiro não se aprofunda no personagem, que se mostra raso. Os personagens coadjuvantes também não ajudam, além da produção pobre, que mostra uma Brasília vazia.

Internacional: O Homem de Aço
Óbvio que tiveram filmes piores. Coloquei O Homem de Aço como o pior porque era o que eu mais esperava. Mesmo sabendo que Cristopher Nolan iria mostrar um filme mais  sério – acreditando que o que funcionou com Batman, daria certo aqui -, acreditei que teríamos um belo exemplar de filme de ação. Mas as escolhas feitas pelo produtor e a direção à lá Michael Bay de Zack Snyder me desanimaram, resultando em um filme cheio de equívocos.

JOÃO CARLOS SAMPAIO (Cineinsite/ A TARDE)

Melhores

Nacional: O Som ao Redor
Longa de Kleber Mendonça Filho preocupa-se com a encenação, construindo com minimalismo pequenas histórias cotidianas, que vão delineando um microcosmo muito rico em sua tensão social, tratando de vizinhos de uma rua em Recife, mas comuns a qualquer grande urbe brasileira, com suas matizes, tão humanas, de preconceito, afeto, amor e ódio.

Internacional: Tabu
Dirigido por Miguel Gomes, filme trabalha o tempo e a memória de maneira ímpar, mesclando imagens captadas em 35mm e 16mm, criando texturas, que, de modo bem delineado, quase físico, estabelece fronteiras, para então quebrá-las numa arrebatadora encenação onírica. Fala de amores e aventuras do passado, amarrando-as ao tempo presente, numa caudalosa trama.

Piores

Nacional: Giovanni Improtta
Filme marca a desastrosa estreia do ator José Wilker na direção. Parte de um personagem herdado das telenovelas (como é o caso de Crô, quase tão precário quanto), mas se “supera” com a preguiça do roteiro, que vive de tiradas ralas de humor e esquetes óbvios, que se perdem na falta de ritmo, desperdiçando um elenco cheio de bons nomes.

Internacional: Depois da Terra
Filme, do supervalorizado M. Night Shyamalan, é somente um veículo para o astro Will Smith tentar catapultar a carreira do filho, Jaden Smith. Para além de uma “passagem de bastão” um tanto forçada, o filme erra em quase tudo. Falta história, dramaturgia e criatividade. Joga no lixo um orçamento de US$130 milhões.

AMANDA AOUAD (CinePipocaCult)

Melhores:

Nacional: O Som ao Redor
Fácil escolher o filme de Kleber Mendonça Filho como o melhor nacional do ano. O filme consegue nos envolver de uma maneira incrível, chamando a atenção para o som e costurando micro-histórias que pareciam sem ligação de uma maneira harmônica. E no final, ainda somos surpreendidos com a informação de que a verdadeira trama estava acontecendo nos bastidores da narrativa. Excelente.

Internacional: A Caça
Este item foi mais difícil de escolher. Alguns filmes me chamaram a atenção como Gravidade, Antes da Meia Noite, Killer Joe, Ferrugem e Osso, Vocês Ainda Não Viram Nada, Tabu, mas nenhum se destacou o suficiente para ser o meu favorito. Escolhi o filme de Thomas Vinterberg porque ele consegue encenar, de uma maneira tão perturbadora, as consequências de um boato e a forma como nossas mentes são manipuladas. Não posso deixar de aplaudir. Um filme que faz pensar, gosto disso.

Piores:

Nacional: Angie
Vários candidatos passaram por minha mente para esta escolha, Giovanni Improtta, Vendo ou Alugo, Casa da Mãe Joana 2. Mas, o escolhido ficou mesmo sendo o segundo filme de Márcio Garcia. Não apenas por ser um filme ruim, mas por ser alguns degraus abaixo na filmografia do recente diretor que não começou mal, com Amor Por Acaso. Angie falha em todos os quesitos técnicos, construindo uma história sem sentido que se resolve com um product placement da Gillette. Sem dúvidas, a coisa mais lamentável que vi no cinema em 2013.

Internacional: O Último Exorcismo – Parte 2
O título já entrega, colocaram a palavra “parte” para disfarçar, mas na realidade, não há como desculpar que o Último Exorcismo se tornou o penúltimo exorcismo. E este segundo filme, não tem muita razão de ser. Agora, a jovem Nell não é mais uma perseguida pelas trevas, o demônio se apaixonou por ela, vejam só. Ainda somos apresentados a uma lamentável seita da Mão Direita e o seu ritual com a galinha (“Não se preocupe, a galinha não sofrerá nada”). Ou seja, o filme é mesmo uma pérola que fica deste ano.

RAFAEL SARAIVA (Coisa de Cinema)

Melhores:

Nacional: O Que se Move
Com uma estreia minúscula, é uma pena que poucos tenham tido a oportunidade de assistir a essa pequena gema do cinema nacional. Três histórias de perdas e três famílias buscando algum tipo de explicação. O diretor Caetano Gotardo buscou em notícias de jornal inspirações para o filme, mas seu maior mérito é a forma como abordou cada um desses segmentos: te atingem como uma marretada, mas ao mesmo tempo há espaço para encontrar beleza na dor. Difícil não sair balançado.

Internacional: A Hora Mais Escura

Muito foi falado sobre as polêmicas que envolveram a missão responsável pela morte de Osama Bin Laden, e o grau de fidelidade do filme em comparação aos fatos reais.  Mas poucos parecem ter percebido que o objetivo da diretora Kathryn Bigelow e do roteirista Mark Boal (dupla também responsável por Guerra ao Terror) era outro: A Hora Mais Escura é um filme sobre obsessão – e a jornada lenta e dolorosa de Maya (Jessica Chastain, em uma ótima atuação) para solucionar a missão da sua vida. Um estudo de personagem como poucos no ano. Grande injustiçado no Oscar 2013.

Piores

Nacional: O Concurso
Tecnicamente, esse nem foi o pior filme nacional do ano, mas me irritou profundamente a forma como ele calca todo o humor sobre os estereótipos de seus protagonistas: o carioca malandro, o nordestino pobre e coitado, o paulista caipira e tímido e o gaúcho gay. Estamos em pleno 2013, alguém ainda ri dessas coisas? Chega a ser ofensivo e retrógrado.

Internacional: Aviões
Um claro lançamento caça-níquel (originalmente seria lançado direto para home video), Aviões representa a Disney em um dos seus pontos mais baixos de sua história: faltou criatividade (Carros realmente precisava de um spin-off?), faltaram recursos (o visual é básico e preguiçoso) e faltou roteiro (que parece escrito por – e não para – uma criança de sete anos de idade). E para fechar o caixão, a versão nacional ainda contou com uma tenebrosa dublagem da Ivete Sangalo, para acabar com qualquer fiapo de imersão que ainda pudesse existir.

LUCAS RAVAZZANO (Cinemosaico)

Melhores:

Nacional: O Som ao Redor
O filme apresenta um interessante e inteligente olhar crítico sobre a organização das nossas cidades e os problemas nela contidos traçando um retrato complexo da nossa vida urbana, revelando como o tacanho processo de ocupação do Brasil continua sendo reproduzido hoje e gerando exclusão e desigualdades.

Internacional: O Mestre
O diretor Paul Thomas Anderson (Sangue Negro, Magnólia) poderia se contentar em construir uma obra que explorasse o fascínio e o magnetismo dos cultos e seitas, mas vai além. Seu filme é um intenso estudo sobre poder e controle que nos faz refletir como sempre estamos, de algum modo, submetidos a algum conjunto de normas, regras e leis.

Piores:

Nacional: Giovanni Improtta
O filme tenta ser uma comédia e ao mesmo tempo exibir algum tipo de crítica social sobre o Brasil e falha miseravelmente nas duas frentes. Suas tentativas de fazer rir variam entre o vergonhoso e o puro preconceito e suas tentativas de abordar problemas sociais limitam-se a um denuncismo social excessivamente didático e melodramático que jamais consegue suscitar qualquer reflexão sobre aquilo que aborda.

Internacional: Gente Grande 2
Sem qualquer preocupação em construir uma trama ou seus personagens, essa lamentável comédia estrelada por Adam Sandler se limita a apresentar uma preguiçosa e repetitiva colagem de cenas cujo conceito de humor se resume quase que exclusivamente a uma aborrecida exibição de peidos, arrotos e urina.

 


Homem de Aço derrota zumbis nas bilheterias nacionais

postado por Andreia Santana @ 2:55 PM
17/07/2013

Clark Kent numa vibe Superman em cena de O Homem de Aço

Após algumas semanas de hegemonia dos zumbis de Guerra Mundial Z, O Homem de Aço é a bola da vez e levou a melhor nas bilheterias nacionais, no fim de semana de 12 a 14 de julho, segundo o site Filme B.

Estrelado por Henry Cavill vivendo o Superman e seu alter-ego Clark Kent, o filme arrecadou R$ 9,637 milhões. Mas o herói da DC Comics ganhou por pouco do vilão Gru, protagonista da animação Meu Malvado Favorito 2, que arrecadou R$ 9,623 milhões no mesmo período. Em terceiro lugar nas bilheterias nacionais está a comédia Minha Mãe é uma Peça, que somou R$ 3,8 milhões e 300 mil espectadores no último final de semana. Os zumbis de Brad Pitt ocupam agora a quinta posição do ranking.

Quando a conta leva em consideração as sessões de pré-estreia, O Homem de Aço acumula arrecadação de R$ 12,5 milhões e 822 mil espectadores. Já Minha Mãe é uma Peça, em cartaz desde 21 de junho, já somou R$ 30 milhões de arrecadação e um público de 2,7 milhões de pessoas.

Confira o ranking das dez maiores bilherias no Brasil de 12 a 14 de julho:

1. O Homem de Aço – R$ 9.637.268

2. Meu Malvado Favorito 2 – R$ 9.623.348

3. Minha Mãe é Uma Peça – R$ 3.850.278

4. O Cavaleiro Solitário – R$ 2.637.783

5. Guerra Mundial Z – R$ 2.456.426

6. Truque de Mestre – R$ 2.295.407

7. Universidade Monstros – R$ 1.185.091

8. Turbo – R$ 142.237

9. Todo Mundo em Pânico 5 – R$ 129.218

10. Os Amantes Passageiros – R$ 107.425


E se… O Homem de Aço fosse filmado com atores brasileiros

postado por Bruno Porciuncula @ 1:45 PM
12/07/2013

Discorda? Então poste nos comentários quem seriam seus atores preferidos para interpretar os papéis.


Por aí, no mundo do cinema…

postado por Bruno Porciuncula @ 5:53 PM
05/07/2013

Liga da Justiça sem Christian Bale

Não esperem para ver Christian Bale vestindo o uniforme de Batman novamente. O ator, em entrevista ao site Entertainment Weekly, garantiu que não vai fazer mais nenhum filme como o homem-morcego, nem o provável filme da Liga da Justiça, que reuniria Superman, Batman, Mulher Maravilha e outros super-amigos. “O personagem é como uma tocha que deve ser entregue de um ator para o outro. Gosto de olhar para a frente, para novos desafios.”, disse o ator. Resta saber se, quando o contrato chegar com cifras milionárias, ele vai resistir.

Cristian Bale não veste mais o uniforme de Batman – Foto: Divulgação

Mais Liga da Justiça…

Resta saber mesmo se haverá um filme sobre a Liga. Com o longa O Homem de Aço tendo críticas negativas, e a bilheteria caindo vertiginosamente a cada semana, a DC Comics deve pensar bem antes de seguir com um filme que reunirá os principais heróis da editora. Até agora, apenas a trilogia de Batman obteve sucesso. O filme da Mulher-Maravilha nem foi adiante. Com isso, a Marvel continua mandando no cinema, com o próximo filme do X-Men marcado para estrear em maio de 2014.

Lone Ranger vai mal nas bilheterias

O filme Lone Ranger (O Cavaleiro Solitário), da Disney, foi mal nas bilheterias – como era de se esperar – na semana de 4 de julho, data da Independência dos Estados Unidos. O filme arrecadou apenas US$ 19 milhões em dois dias de bilheteria. Protagonizado por Johny Depp, que vive o índio Tonto, e Armie Hammer, que é o principal, John Reid, o longa custou US$ 250 milhões e dificilmente vai se pagar. Com problemas de roteiro, mudanças na direção e atraso nas filmagens, o fracasso já era esperado.

O Cavaleiro Solitário é um personagem que ficou famoso nos anos 60 e 70, no Brasil, ao gritar “Aiôôô Silver” quando montava no cavalo Silver. Ele chegou a ser chamado de Zorro por aqui. Em tempo, o filme estreia no País na próxima sexta-feira, 12.

Super-homem em Cinquenta Tons de Cinza?

Henry Cavill está com moral após interpretar o Super-homem no longa O Homem de Aço. Ele é cotado para viver o empresário Christian Grey, na adaptação para o cinema do livro Cinquenta Tons de Cinza. À revista Rolling Stone, o ator disse que está disposto a ouvir uma proposta para estrelar o longa. “Eu acho que certamente é uma coisa a se pensar. Ainda não tem roteiro nem diretor, eu precisaria de ambos para discutir o caso. Há formas de se fazer esse filme que seriam absolutamente fascinantes.

Ator está aberto a ouvir propostas – Foto: Divulgação

Sophia Loren volta a ser protagonista

A atriz italiana Sophia Loren vai protagonizar La Voce Umana, novo longa-metragem do cineasta Edoardo Ponti, filho da atriz. A história do longa é uma adaptação do monólogo de Jean Cocteau. Segundo o The Hollywood Reporter, o longa será filmado em Roma, Nápoles e Óstia e será falado em dialeto napolitano. O último filme de Sophia como protagonista foi Peperoni ripieni e pesci in faccia, de 2004.

Série nacional vira longa-metragem em DVD

A série Como Aproveitar o Fim do Mundo, que foi exibida no fim do ano passado, na Rede Globo, se transformou em um longa-metragem que será lançado direto em DVD. O diretor José Alvarenga Júnior condensou os oito episódios em duas horas, com cenas inéditas. A história é sobre um casal, a mística Kátia (Alinne Moraes) e o cético Ernani (Danton Mello), que se encontra e vive diversas situações antes do mundo acabar. A criação e o texto são de Alexandre Machado e Fernanda Young.

Alinne Moraes e Danton Mello protagonizam série – Foto: Divulgação

 


Novos vídeos e fotos preparam fãs para O Homem de Aço

postado por Andreia Santana @ 10:38 AM
03/06/2013

A Warner Bros não está medindo esforços para o lançamento de O Homem de Aço e se depender do material de aquecimento, este já é o blockbuster do ano. O filme estreia em 12 de julho e irá recontar a origem do Superman. Essa semana, o estúdio liberou 45 novas fotos (reproduzimos algumas abaixo) e dois vídeos (assista também abaixo) com bastidores, cenas inéditas, entrevistas com o elenco e um comercial internacional.

Clark Kent na infância com o pai adotivo Jonathan

Clark Kent pré-adolescente

Jonathan Kent

Perry White e Lois Lane

Clark adolescente

Martha Kent

Jor-El

Superman em missão de salvamento

Vídeo 1:

Vídeo 2: